Tag Archives: steampunk

“O Baronato de Shoah”: steam fantasy na veia

Conheci o autor José Roberto Vieira, ou apenas Zero, durante a tarde de autógrafos da minha primeira publicação profissional, com um conto na antologia Anno Domini (ed. Andross) em 2008. Até já palestramos juntos, veja só. Cara gente fina, humilde e sonhador. É meio louco também, mas qual autor não é?

Fãzaço dos jogos de Final Fantasy, comics e admirador da estética steampunk, ele resolveu escrever uma história de amor para sua namorada, quando então surgiu a ideia para o romance steam fantasy O Baronato de Shoah, que conta com Twitter, Skoobblog.

Pedi ao Zero para que falasse mais de seu lançamento. Acompanhe:

Um fato curioso sobre o livro é que seu primeiro rascunho não se tornou seu primeiro capítulo. Apesar de ser uma parte importante dele. Na verdade, em sua versão final, aquilo que originou a obra ficou em sua terceira parte, nos trechos Almas Perdidas e O Som da Fúria.

A ideia era escrever um poema para minha namorada, mas nada me vinha à mente. Tentei de todas as formas possíveis escrever algo que parecesse, no mínimo, agradável, mas acabei desistindo. Eu tinha acabado de ler “Os Sete” do André Vianco e comecei a escrever um conto sobre um paladino que chegava à uma cidade fantasma. Dias depois, ainda numa crise de insônia, escrevi um conto sobre um homem lutando contra uma medusa.

Este segundo conto era uma maluquice até para mim. A tal medusa, na verdade, um robô criado pela Fundação Hades, estava tentando dominar o mundo. Clichês à parte, eu gostei muito da ideia de criar monstros mitológicos com traços mecânicos, resolvi tentar me aprofundar no assunto e assim conheci o Steampunk. Mera coincidência, devo admitir. Primeiro foi no DevianArt, vendo imagens e ilustradores que já estavam imersos neste estilo. Me apaixonei na hora, fui atrás de mais coisas, principalmente jogos, RPGs e literatura. Com o passar do tempo me achei no direito de escrever meu próprio livro.

Não é que deu certo?
Além destas buscas tive algumas obras que me influenciaram muito na criação do Baronato de Shoah. A principal delas foi a série “A Torre Negra” de Stephen King; eu achava aquele mundo maravilhoso, aquele Velho-Oeste com toques místicos e tecnológicos, a ideia dos “pistoleiros” como uma espécie de cavaleiro. Era perfeito.
Mas não foi só ele. Quadrinhos como “Batman: O Cavaleiro das Trevas” ou “Homem-Aranha: Potestade” sempre me inspiraram. Eu adoro ver heróis em sagas deste tipo, que possuem um toque de decadência, ditaduras e falta de esperança.

Porém, ainda havia um elemento que eu não conhecia, e apesar de estar muito mais ligado à High-Fantasy ou ficção, pode ser considerado o “pai” do Baronato de Shoah: A Casta dos Metabarões. Lançado pela Devir aqui no Brasil, A Casta é uma parte da série “Incal” e conta a história do Metabarão, o guerreiro mais poderoso da galáxia. A arte, a história, o mundo. Tudo aqui é perfeito. Fica a minha dica de leitura para esta série maravilhosa. Cada volume começa contando a história de uma geração de Metabarões e termina com o nascimento da seguinte, deixando o leitor com muita vontade de ler a coleção toda de uma vez.

Não é só na literatura e nos quadrinhos que encontro minhas referências. Hoje em dia acredito que um escritor possa e deva buscar inspiração em todo lugar. Por exemplo, Final Fantasy, a famosa série de games conta excelentes histórias em uma narrativa fluida e criativa. Suas continuações são admiradas por legiões de fãs, que aguardam ansiosamente cada vez que um novo jogo é anunciado.

Foi pensando nestes fãs que eu criei o Baronato. Sempre achei que a literatura podia ousar mais, tentar atingir este público, fazê-lo entender que a imaginação é o limite de suas próprias mentes. Sempre achei que politicagem, aventura e misticismo podiam andar juntos.

Acima de tudo eu queria uma saga tão divertida quanto Discworld, ou épica, como Dragonlance. Algo que desse aos leitores orgulho de terem em mãos.
Acho que consegui.

Como pode ver, a capa acima é belíssima, passa uma sensibilidade mesclada num tom trágico e poético, com o sépia e o dourado que nos fazem remeter diretamente ao gênero steampunk, mas que no livro será steam fantasy (fantasia e steampunk). Parabéns ao ErickSama pelo trabalho belíssimo!

Lembro de ter lido o prólogo há 1 ano e comentado com o autor.
Ele fez até um post.

Leia na íntegra o PRIMEIRO CAPÍTULO.

O colorista da DC Comics, Rod Reis, ilustrou e coloriu essa belíssima arte do personagem Diren Grey.

O Baronato de Shoah – A Canção do Silêncio é o romance de estreia de José Roberto Vieira, uma emocionante aventura épica em um mundo fantástico e sombrio. Passado, presente e futuro se encontram com a cultura pop numa mistura de referências a animações, quadrinhos, RPG e videogames. Considerado o primeiro romance nacional pensado na estética steampunk, o mundo de O Baronato de Shoah une seres mitológicos como medusas e titãs a grandes inventos tecnológicos.

Desde o nascimento os Bnei Shoah são treinados para fazerem parte da Kabalah, a elite do exército do Quinto Império. Sacerdotes, Profetas, Guerreiros, Amaldiçoados, eles não conhecem outros caminhos, apenas a implacável luta pela manutenção da ordem estabelecida.
Depois de dois anos servindo o exército, Sehn Hadjakkis finalmente tem a chance de voltar para casa e cumprir uma promessa feita na infância: casar-se com seu primeiro e verdadeiro amor, Maya Hawthorn.

Entretanto, a revelação de um poderoso e surpreendente vilão põe Sehn perante um dilema: cumprir a promessa à amada ou rumar a um trágico confronto, sabendo que isso poderá destruir não só o que jurou amar e proteger, mas aquilo que aprendeu como a verdade até então.

Páginas: 264
ISBN: 978-85-62942-19-8
Preço: R$ 46,90
Lançamento em 03 de Abril na Friends Shop

Eu estarei lá e você?

O coelho sortudo X o camundongo mais famoso do mundo!

Em 2006, a Disney Company recuperou da NBC/Universal os direitos sobre Oswald, o coelho sortudo, personagem criado por Walt Disney em 1927.

O criador perdeu a propriedade sobre o orelhudo para a Universal ao não notar uma cláusula no contrato de distribuição que assinou com a empresa. Mais tarde, decepcionado, dedicou-se a trabalhar em outro personagem que seguia mais ou menos a mesma linha, Mickey Mouse.

Em comunicado oficial, o presidente da companhia, Robert A. Iger, celebrou:

“Felizmente o divertido e malandro Oswald, que faz parte do legado Disney, voltou para casa, onde estará sempre entre os queridos personagens criados pelo próprio Walt.”

Clássico do nonsensismo:

Emulando o conceito de Alice Através do Espelho, Mickey atravessa o espelho de seu quarto, entrando nos domínios de Yen Sid (o feiticeiro de “Fantasia”), encontrando em uma maquete a versão alternativa da Disneylândia, onde vivem os personagens rejeitados e esquecidos da história da Disney.

Acidentalmente, o camundongo derrama a tinta de um pincel mágico neste reflexo sem fama, conhecido por Wasteland, dando vida a um monstrão de nanquim (não, não é o Mancha Negra). Depois, Mickey é transportado para o lugar, que é totalmente desolado… e steampunk.

O líder de Wasteland é justamente o coelho sortudo, Oswald. O game Epic Mickey (para Nintendo Wii) marca a primeira aparição desse personagem na empresa em mais de 80 anos. Mas é sempre bom lembrar que Oswald já havia aparecido nos videogames antes, no jogo “Férias Frustradas do Pica-Pau”, para Mega Drive e Master System (1996).

Oswald marrom-alternativo, ao fundo, no carro

Em Epic Mickey, com razão, Oswald está ressentido com seu bem-sucedido meio-irmão, tornando a jornada de Mickey por Wasteland em uma busca pela confiança do coelho (já não tão sortudo assim) para que, juntos, possam deter o monstro de tinta.

Agora, a boa notícia é que a Editora Abril vai lançar entre março e abril uma graphic novel de Epic Mickey. A capa gringa:

Com roteiro do competente Peter David, a publicação será em formato americano, acabamento de luxo, desenhada pelos italianos Fabio Celoni e Paolo Mottura. 64 páginas imperdíveis.

O roteirista também assina a prequel, numa minissérie em seis partes, contando o que rolou antes dos eventos mostrados no game. Não para por aí, ainda tem 14 páginas de making-of do jogo, com referências e curiosidades. Mais de 120 páginas.

Aliás, não deixe de comparar as artes acima com as primeiras HQs de Oswald quando ele ainda pertencia a Universal. Material curioso, lindo.

Clique nas artes para vê-las maiores:

O game ganhou um diário de produção também:

Walt Disney criou Oswald; Walter Lantz o preencheu com personalidade; Warren Spector lhe deu vida no jogo.
Esse coelho realmente tem sorte.

[você conhece? Disney: Disney é o maior conglomerado de mídia e entretenimento do planeta,[3] conhecido por seus produtos favoráveis à família. Fundada em 16 de Outubro de 1923, pelos irmãos Walt Disney e Roy Disney como um estúdio de animação, tornou-se um dos maiores estúdios de Hollywood e o proprietário e licenciante de onze parques temáticos e várias redes de televisão, como a ABC e a ESPN, além de recentemente ter adquirido a Marvel Entertainment por 4 bilhões de dólares.[4] A sede corporativa de Disney e suas instalações de produção primária estão localizadas no Walt Disney Studios, em Burbank, Califórnia. A empresa é parte do Dow Jones Industrial Average desde 6 de Maio de 1991. Mickey Mouse é o mascote oficial da The Walt Disney Company.]