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Bilu que se cuide!

É, Bilu que se cuide. Super 8 vem aí.

A trama é mantida sob sigilo, mas sabe-se que se passa em 1979 em uma cidade industrial e acompanha um grupo de garotos da faixa dos 14 anos que filmam com uma câmera Super-8 algo inacreditável, saído de um acidente ferroviário. A ideia é homenagear os filmes da produtora Amblin de Steven Spielberg, como Contatos Imediatos de Terceiro Grau e E.T. O orçamento deve girar em torno de US$ 50 milhões e as filmagens começam em breve em Weirton, West Virginia. Spielberg produz para a Paramount, e estreia é prevista para julho de 2011, com Ron Eldard, Noah Emmerich, Joel Courtney, Riley Griffiths, Ryan Lee, Zach Mills, Gabriel Basso, Kyle Chandler e Elle Fanning. Será dirigido pelo ótimo J. J. Abrams.

A imagem acima é um viral, mas dizia-se que ela havia sido tirada por um caçador em uma reserva florestal perto de Morgan City, no estado americano da Louisianna; esse vídeo também faz parte da campanha de divulgação do filme. Deve seguir a escola Bruxa de Blair, bem seguida por Cloverfield. Veremos.

[você conhece? Viral: Marketing viral ou publicidade viral referem-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia. A definição de marketing viral foi cunhada originalmente para descrever a prática de vários serviços livres de email de adicionar publicidade às mensagens que saem de seus usuários. O que se assume é que se tal anúncio ao alcançar um usuário “susceptível”, esse usuário será “infectado” e reenviará o email a outras pessoas susceptíveis, “infectando-as” também. Enquanto cada usuário infectado envia um email a mais do que um usuário susceptível, em média (ou seja, a taxa reprodutiva básica é maior do que um), os resultados padrão em epidemiologia implicam que o número de usuários infectados crescerá segundo uma curva logística, cujo segmento inicial é exponencial.De forma mais geral, o marketing viral se utiliza às vezes para descrever alguns tipos de campanhas de marketing baseadas na internet, incluindo o uso de blogs, de sites aparentemente amadores, e de outras formas de astroturfing para criar o rumor de um novo produto ou serviço. O termo “publicidade viral” se refere à idéia de que as pessoas passarão e compartilharão conteúdos divertidos. Esta técnica muitas vezes está patrocinada por uma marca, que busca construir conhecimento de um produto ou serviço. Os anúncios virais tomam muitas vezes a forma de divertidos videoclipes ou jogos Flash interativos, imagens e inclusive textos.]
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Caixa Revelada

Em 2007, o americano J.J. Abrams (criador das séries Alias, Lost e Fringe, produtor de Cloverfield, e diretor de Missão Impossível 3 e Star Trek), fez uma apresentação no TED sobre publicidade, mas abriu o tema para cinema e criação.

Abrams foca a mystery box, uma caixa de madeira de conteúdo surpresa que ganhou de seu avô na infância. Conta que nunca a abriu, pois, para ele, a caixa representa possibilidades infinitas, a esperança. O mistério é o combustível para imaginação e, muitas vezes, mais importante do que o conhecimento.

J.J. diz que esse lance não tem nada de inovador, mas percebeu que tudo o que faz e que o inspira é baseado nas caixas de mistério – o conceito. Lost e Fringe são os melhores exemplos disso. As jogadas de marketing de suas séries são outros indicativos, quando as campanhas de suas criações geram enorme expectativa no público.

Ele diz que o mistério é responsável por alguns dos momentos mais excitantes do cinema. Cita como exemplo Tubarão, onde raramente vemos o dito cujo, e Alien, em que o alienígena mal aparece. É o poder do teaser.

Eu chamo de MacGuffin (prometo um post somente sobre isso no futuro).

Herança criativa

Abrams diz também que a sala de cinema em si é um tipo de mystery box. Quando as luzes se apagam, surgem os logos das produtoras e os créditos iniciais. Ali cria-se toda uma expectativa sobre o desconhecido, plantando a imaginação do que virá a seguir, uma caixa de mistérios sendo revelada. Mas é exatamente isso mesmo.

Além da mystery box, J.J. Abrams fala de Lost, sua relação com o avô, da produção com falta de recursos e de grandes ideias que podem ser realizadas por amadores. É um tapa na imaginação de criadores, deuses de novos conceitos, que inventam moda ou geram histórias, como eu ou você.
Descobri o vídeo no começo deste ano e assisto pelo menos uma vez há cada dois meses. Refresca as idéias.

Como sou legal, compartilho contigo o vídeo em duas partes do Abrams no TED:

Mas e o que isso tem a ver com esse novo blog?
Respondo: tudo.

A Caixa Misteriosa surgiu para somar na blogosfera o conteúdo transmídia, mas de uma forma diferenciada: partindo para a avaliação do enredo de qualquer trama divulgada, com uma proposta abrangente mas focada. Não é fazer mais do mesmo, mas de um jeito diferente, suprindo algumas necessidades nesse meio, que coletei em reclamações de amigos e leitores ao longo de quase 2 anos. Grandes portais nerds que deixam ou a literatura ou os quadrinhos ou o processo criativo de lado, que não dão espaço para o mercado nacional, por birra ou panela.

Essa caixa veio para ser desvendada por você, revelando conteúdo abrangente, numa preocupação minha com a boa qualidade dos posts. Planejo esse espaço há mais de um ano e esperava por uma oportunidade maior para estreá-lo. Ela não veio e, se um dia vier, pelo menos terei material o suficiente para preenche-la. Criei um editorial para a caixa; sim, como um tipo de revista, eletrônica que seja. Tem pautas, colaboradores, com a premissa de que a “união faz a força”, essas coisas. Um cuidado textual entre o formal e o informal, entre o excesso e o vago, o parcial ou o imparcial.

Sim, fiz a lição de casa. Passei meses estudando para me meter com mais essa dor de cabeça. Mas o que posso fazer se sou apaixonado por isso? Um dia conto a história da origem, e vem da infância. Mas não tem avô presenteando com mystery box, é mais humilde.
O desafio inicial é manter a periodicidade dos posts, algo regular ou diário. Vou trazer meu ostracismo do Twitter para trabalhar na caixa, não perder o foco, conquistar leitores, divulgar a galera. Aliás, tenho um pacote de entrevistas antigas para postar e outras novas a realizar – algumas pessoas já foram contatadas. Nesse meio tempo pretendo continuar a escrever meu livro, manter o blog de Necrópolis quase semanalmente, namorar e ter vida social. Depois tento dominar o mundo. Acho que vai dar.

Pelo menos vou tentar, fazer acontecer. A sorte nunca bateu na minha janela e a oportunidade ainda não choveu sobre mim.

Se você chegou até aqui e não bocejou, então acho que vai gostar da proposta do blog. Não adianta eu ficar falando e falando, você vai ver. Vou desvendar minha caixa misteriosa na medida do possível, com a experiência em roteiro que possuo há um cadinho de tempo.

Valeu!

[você conhece? TED: O TED surgiu em 1984 como uma conferência anual na Califórnia e já teve entre seus palestrantes Bill Clinton, Paul Simon, Bill Gates, Bono Vox, Al Gore, Michelle Obama e Philippe Starck. Apesar dos mil lugares na platéia, as inscrições esgotam-se um ano antes. Cerca de 500 das palestras estão disponíveis no site do evento e já foram acessadas por mais de 50 milhões de pessoas de 150 países. A cada ano a organização elege um pensador de destaque e repassa a ele 100 mil dólares para ele que possa realizar “Um Desejo que Vai Mudar o Mundo”. Com essas 4 ações, TED Conference, TED Talks, TED Prize e TEDx a organização pretende transformar seu mote “ideias que merecem ser espalhadas” cada vez mais em realidade. “Acreditamos apaixonadamente no poder das ideias para mudar atitudes, vidas e, em última instância, o mundo”, dizem os organizadores do TED.]