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Como será “Kung Fu Panda 2”? [atualizado]

Mestre Crocodilo: Jean Claude Van Damme

Para mim, Kung Fu Panda faz parte duma santíssima trindade das animações em CG (junto de Como Treinar Seu Dragão e Os Incríveis), no quesito qualidade de roteiro, muita criatividade e sem ser mais do mesmo. Ano passado começou a divulgação da sequência, e a sinopse dizia que Po está vivendo o seu sonho como o Guerreiro-Dragão, protegendo o Vale da Paz com seus amigos, os Cinco Furiosos. Mas tudo é ameaçado com a chegada de um novo vilão, alguém que planeja usar uma arma secreta e impossível de ser vencida para conquistar a China e destruir o kung fu.

Agora, a Dreamworks divulgou os rostos dos novos personagens de Kung Fu Panda 2, junto com uma breve descrição de cada um, o que já esclarece boa parte da história. Confira abaixo:

O Mestre Crocodilo da imagem acima já foi o líder de uma gangue de criminosos e qualquer um que ficasse em seu caminho se deparava com o legendário golpe da Cauda do Terror. Mas sua presunção acabou quando foi derrotado pelo Mestre Rinoceronte. Comovido pela compaixão do Mestre Rinoceronte, ele abandona a vida de crimes para lutar pelos mais fracos. Mais tarde, sentou-se junto do Mestre Rinoceronte no Conselho Kung Fu.

Mestre Rinoceronte: Victor Garber

O Mestre Rinoceronte é o benevolente líder do Conselho de Kung Fu, que protege a grande metrópole de Gongmen City. Ele descende de uma longa linhagem de mestres e tornou-se uma lenda ao derrotar as Dez Mil Serpentes do Vale do Infortúnio. Como chefe do Conselho de Kung Fu, ele é reverenciado por sua sabedoria, humor e boas ações.

A Advinha: Michelle Yeoh

Depois de servir de babá para um pavão doente, a Advinha se viu dando a ele o que seus pais nunca lhe deram – amor. Ela descobriu que seu amor controlava a crescente ambição do jovem pavão- até que 20 anos atrás ela lhe revelou uma visão que desencadeou uma série de eventos terríveis. Durante anos ela viveu com o fardo de sua culpa, temperada por um afiado senso de humor que a conforta enquanto ela aguarda os acontecimentos que ela predisse – eventos que ela espera que redimam a criança que adotou e a si mesma.

Lord Shen: Gary Oldman

Lord Shen percorreu um longo caminho desde que era apenas um pavão albino doente, cujos pais consideravam muito fraco e lamentável demais para merecer atenção. Com a promessa de realizar algo tão grande que o mundo jamais o ignoraria novamente, Shen persegue implacavelmente seu desejo por poder. Através de sua esperteza desonesta e a força da sua vontade, ele conseguiu, depois de muitos anos, criar a arma mais devastadora que o mundo já conheceu. Agora, à beira do seu maior triunfo, ele está prestes a descobrir que alguma coisa está em seu caminho, algo que ele pensou ter lidado 20 anos atrás.

Mestre Touro: voz desconhecida

Mestre Touro é o maior aluno do Mestre Rinoceronte. Quando jovem, ignorava suas tarefas e escapulia para Gongmen City para assistir os treinos do Mestre Rinoceronte. Sua admiração foi recompensada quando o Mestre Rinoceronte decidiu treiná-lo nas artes do kung fu e ele acabou se tornando um grande guerreiro depois de derrotar sozinho os setenta e dois bandidos da província Cho Wing. Apesar de ser impetuoso, ele também é um amigo leal e confiável membro do Conselho de Kung Fu, que protege os cidadãos pacíficos de Gongmen City.

Chefe Lobo: voz desconhecida

O Chefe Lobo, junto com seus irmãos e irmãs lobo, é guarda no palácio real de Gongmen City. O único membro da família real a fazer amizade com os lobos foi Shen, o frágil herdeiro ao trono de Gongmen. Shen alimentava-os, brincava com eles e os tratou como uma família. O Lobo é o servo mais leal de Shen, estrategista militar e seu confiável braço-direito.

Dá para especular um bocado sobre o perfil desses personagens. Po e o quinteto expandirão seu conhecimento através da China e descobrirão um clã em comum, que preserva e pratica o kung fu como se deve, em bases de honraria e disciplina. Como todo bom plot em continuação dentro do gênero, eles terão um tipo de novo mestre, na figura do Mestre Rinoceronte. Será interessante essa soma de novos membros para os Cinco Furiosos mais Po.

Mas então, o perigo surge com Lorde Shen, herdeiro do trono daquele ‘novo’ reino, e seus capangas de matilha. Ele desvirtuou do seu caminho, tal qual um Anakin Skywalker, e volta para recuperá-lo em ato de vingança e ambição, quando então descobre alguém que pode impedi-lo: o herdeiro do Mestre-Dragão, Po, que o vilão nunca imaginou rever.

Acho ainda, que o Mestre Crocodilo entra como um tipo de alívio cômico, num sentido de redenção e vai mostrando seu valor no decorrer da trama; o Mestre Rinoceronte, um velho líder, mais duro que os do filme anterior – o panda-vermelho Mestre Shifu (Dustin Hoffman) e o falecido Mestre Oogway (Randall Duk Kim), que talvez tenham feito parte do Conselho desse condado; a Advinha, em sentido maternal, é a que conhece profundamente o vilão e sabe os meios para derrotá-lo, e suponho que a personagem se classifique como uma Oráculo (Matrix) genérica; por fim, o Mestre Touro, mais rude e bronco, não bata seu gênio com um dos Cinco Furiosos e chegue até o ponto de quase sacrificar-se para salvar aquilo que acredita, mantendo sua forte honraria.

Fica a dúvida, porém, de qual seria a tal “arma secreta” capaz de acabar com todos os princípios e técnicas do kung fu (que provavelmente será mais valorizado nessa sequência). Aposto que esse elemento será o MacGuffin da trama, conduzindo para uma revelação bombástica (ou não)  no desfecho do filme, que promete.

No elenco de vozes também estão os atores Jack Black (As Viagens de Gulliver), Angelina Jolie (O Turista), Seth Rogen (Besouro Verde), David Cross (Ano Um), Lucy Liu (Rise: A Ressurreição), Jackie Chan (Karate Kid), Dustin Hoffman (Entrando Numa Fria Maior Ainda Com a Família), James Hong (O Dia em que a Terra Parou) e James Woods (Garotas Malvadas).

Confira o novo trailer [atualização do post]:

Kung Fu Panda 2 está previsto para estrear em 26 de maio de 2011, nos EUA, nos formatos 2D e 3D. No Brasil, o lançamento será em 10 de junho, também nesses formatos.

Scrat criou o mundo!

Isso mesmo. Veja só:

Eu sempre digo que Shrek é aquela piada que só funciona se contada uma vez. Fizeram quatro filmes e o último foi grande em bilheteria, mas um fiasco em roteiro. O ogro já vinha perdendo o fôlego desde o segundo, na real.

A Era do Gelo foi uma das melhores surpresas no cinema de animação em CG, com uma proposta diferente da mestre Pixar e da então discípula DreamWorks, mas sempre demonstrou uma premissa limitada: a própria era do gelo.
Apresentaram o universo no primeiro, o fim da era glacial no segundo, e uma homenagem ao mundo perdido (ou ao vale encantado) spielberguiano no terceiro, sempre com ótimas sacadas e piadas imortais, mantendo a essência ACME de se fazer humor.

Dias atrás, nessa mini-crítica, comentei que um quarto filme da franquia seria desnecessário, senão um tiro no pé, quase suicídio. Mas eis que a Fox e a Blue Sky Studios anunciam “Ice Age: Continental Drift”, que vai se focar na separação da pangeia. Como isso vai render um bom roteiro eu não sei, mas torço pelo sucesso, pois tenho simpatia pela série; ainda que com um pé atrás. Teremos a filhote de Manny e Ellie, Amora, acompanhando a turma, que cresceu ainda mais em Dawn of the Dinosaurs e, muito provavelmente, o retorno triunfal do personagem mais legal da era glacial, Buck, a doninha hard à lá Rambo, ‘pilotando’ o spinosaurus Rudy.

Só em especulação, creio que Carlos Saldanha não vá arriscar um armagedom parte 2 nesse quarto filme, pois algo do tipo já foi explorado no segundo. Então teremos o quê? A evolução dos mamíferos? Descobriremos em 13 de julho de 2012, propositalmente no ano apocalíptico.

No curta acima, “Scrat’s Continental Crack-Up”, o esquilinho mais obcecado de todos os tempos é o responsável pela separação continental, do mapa-múndi e praticamente ‘criador’ das maravilhas da Terra. Esse sim é impagável.

E onde os estúdios deveriam parar.

Luta de Robôs: Hollywood X Japão

Há dias foi liberado o trailer de Real Steel, que é baseado em um conto de Richard Matheson, com roteiro de John Gatins. A história se passa num futuro próximo, quando o boxe humano foi proibido e robôs humanóides peso-pesados assumem o espetáculo. Neste contexto estão um pai e seu filho adolescente que treinam para serem campeões. Hugh Jackman assume o papel do pai, um ex-lutador que só consegue acesso a peças de baixa qualidade para robôs, o que prejudica suas chances – até que ele descobre um robô descartado que vence sempre. Dakota Goyo vive seu filho. Anthony Mackie, Evangeline Lily e Kevin Durand também estão no elenco.

O projeto está em desenvolvimento na DreamWorks e tem orçamento de 80 milhões de dólares, com produção-executiva de Steven Spielberg, Robert Zemeckis, Steve Starkey e Jack Rapke, da ImageMovers. A estreia acontece em novembro de 2011.

Essa mistura louca de Transformers com Ali pode dar certo. Entretenimento eterno da Sessão da Tarde caso siga um viés mais juvenil, ou garantia de um InterCine se for pelo caminho descolado, tal qual Eu, Robô.

Deixando essa comparação inútil de lado, Real Steel me lembrou O Barão Vermelho (The Red Baron), um anime meia-boca que passava na saudosa e ótima Locomotion (canal que depois virou argh Animax), no final da década de 90, que lidava também com batalhas entre robôs, tinha uma dublagem péssima, mas divertia o suficiente entre uma sessão de Evangelion e outra de The Maxx.

A abertura do anime:

Legal como uma coisa leva a outra, mesmo em mídias distintas, de épocas tão distantes. Quando sair o filme vou comparar com o desenho, só de farra.

[você conhece? Leis da Robótica: As Três Leis da Robótica são leis que foram elaboradas pelo escritor Isaac Asimov em seu livro de ficção I, Robot (“Eu, Robô”) que dirigem o comportamento dos robôs. São elas: 1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal. 2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei. 3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.O objetivo das leis, segundo o próprio Asimov, era tornar possível a existência de robos inteligentes (as leis pressupõem inteligência suficiente para distinguir o bem do mal) e que não se revoltassem contra o domínio humano. Adicionalmente, ainda segundo o próprio Asimov, as leis lhe deram o mote para um número grande de histórias, baseadas em diferentes interpretações das leis.]