Em 2006, a Disney Company recuperou da NBC/Universal os direitos sobre Oswald, o coelho sortudo, personagem criado por Walt Disney em 1927.
O criador perdeu a propriedade sobre o orelhudo para a Universal ao não notar uma cláusula no contrato de distribuição que assinou com a empresa. Mais tarde, decepcionado, dedicou-se a trabalhar em outro personagem que seguia mais ou menos a mesma linha, Mickey Mouse.
Em comunicado oficial, o presidente da companhia, Robert A. Iger, celebrou:
“Felizmente o divertido e malandro Oswald, que faz parte do legado Disney, voltou para casa, onde estará sempre entre os queridos personagens criados pelo próprio Walt.”
Clássico do nonsensismo:
Emulando o conceito de Alice Através do Espelho, Mickey atravessa o espelho de seu quarto, entrando nos domínios de Yen Sid (o feiticeiro de “Fantasia”), encontrando em uma maquete a versão alternativa da Disneylândia, onde vivem os personagens rejeitados e esquecidos da história da Disney.
Acidentalmente, o camundongo derrama a tinta de um pincel mágico neste reflexo sem fama, conhecido por Wasteland, dando vida a um monstrão de nanquim (não, não é o Mancha Negra). Depois, Mickey é transportado para o lugar, que é totalmente desolado… e steampunk.
O líder de Wasteland é justamente o coelho sortudo, Oswald. O game Epic Mickey (para Nintendo Wii) marca a primeira aparição desse personagem na empresa em mais de 80 anos. Mas é sempre bom lembrar que Oswald já havia aparecido nos videogames antes, no jogo “Férias Frustradas do Pica-Pau”, para Mega Drive e Master System (1996).
Em Epic Mickey, com razão, Oswald está ressentido com seu bem-sucedido meio-irmão, tornando a jornada de Mickey por Wasteland em uma busca pela confiança do coelho (já não tão sortudo assim) para que, juntos, possam deter o monstro de tinta.
Agora, a boa notícia é que a Editora Abril vai lançar entre março e abril uma graphic novel de Epic Mickey. A capa gringa:
Com roteiro do competente Peter David, a publicação será em formato americano, acabamento de luxo, desenhada pelos italianos Fabio Celoni e Paolo Mottura. 64 páginas imperdíveis.
O roteirista também assina a prequel, numa minissérie em seis partes, contando o que rolou antes dos eventos mostrados no game. Não para por aí, ainda tem 14 páginas de making-of do jogo, com referências e curiosidades. Mais de 120 páginas.
Aliás, não deixe de comparar as artes acima com as primeiras HQs de Oswald quando ele ainda pertencia a Universal. Material curioso, lindo.
Clique nas artes para vê-las maiores:
O game ganhou um diário de produção também:
Walt Disney criou Oswald; Walter Lantz o preencheu com personalidade; Warren Spector lhe deu vida no jogo.
Esse coelho realmente tem sorte.














